12/08/2009

PETER , OS PÉS E OS PATOS


Outra vez esses pés pelos Jardins da Gulbenkian? Sim, outra vez. Os pés páram perto do riacho. Ficam a ver a água a correr. O som da água. O seu movimento. O seu cheiro. Juro que cheira a mar. Será das conchas? Dois patos. Dois patos aparecem por entre as ervas. Entram nessas águas e ficam olhar esses pés parados. Os dois patos olham os dois pés. A água continua a correr. Os pés não movem. Os patos também não. Uma brisa de vento nas penas dos patos. Uma brisa de vento das ervas. A água. Onde estamos? Em que cidade? Em que tempo? Em que ano? Em que vida? Ficamos ali os cinco a comungar o correr fresco do som da água. Os dois patos, os dois pés e eu. A vida poderia ser tão simples...

7 comentários:

Minhoca disse...

Qnd entra patos deixa de ser simples, é q c a chegada dos patos a minhoca tinha logo saido dali :)

Brincadeira, esta bonito e criou uma imagem linda na minha mente, a vida pode mesmo ser tao simples :)

S* disse...

Podia. Podia ser mais simples,mas raramente o é. E a complexidade é que torna as coisas interessantes.

Adoro patos. :D

korrosiva disse...

Um dos meus sitios favoritos em Lisboa.. já lá namorei muito! lol

beijinhoss

PEDRO PINA disse...

Minhoca: eles nao te comem, so fazem festinhas com o bico!

keria k a vida tivesse essa simplicidade!

PEDRO PINA disse...

S*: axas mxm? eu começo a nao axar ja nada interessante a complexidade de viver! kero o simples!

PEDRO PINA disse...

korrosiva : tb um dos meus sitios favoritos em Lisboa..!

o resto nao posso comentar... tou traumatizado!

Fred Eat Cock disse...

Eu gosto das coisas simples. E S*, a complexidade não torna nada interessante. A complexidade é como a burocracia, que transforma o simples em complicado com o fim de justificar a utilidade do complexo.
Não haverá mais pureza no acordar no campo, com o trinar de um rouxinol, do que ao som da estereofonia do vizinho do lado, em altos berros?