06/08/2009

PETER , P DE PATINHO VERMELHO


Encosto o meu rosto de criança na janela fria. Vejo a chuva cair. A chuva vem lá de cima e cai nessa relva lá em baixo no jardim. É um fim de tarde cinzento escuro nesse outro país. O meu rosto no vidro frio, vê cair o meu patinho vermelho. O patinho cai não sei quantos andares à chuva. Sou quase do tamanho da janela fria. Tenho 4 anos. Vejo lá em baixo, o patinho indefeso, sozinho, debaixo duma chuva fria. A minha mãe sai. Desce não sei quantos andares e resgata da relva, esse patinho vermelho. A minha mãe entra. Dá-me esse patinho molhado. O patinho gosta de água, mas não gosta de água fria. Prefere a água quente do meu banho. Mas a minha mãe salvou-o para mim.

6 comentários:

korrosiva disse...

O que as nossas mães não fazem por nós!! :))

beijinhoss

Maria disse...

Mãe é mãe, né Pedro??

Beijoooo

Maria

PEDRO PINA disse...

korrosiva: salvam-nos e protegem-nos!

PEDRO PINA disse...

Maria: é! é e ....sempre será!!!!

Mikas disse...

O pior é quando crescemos e começam os conflitos e as incompreensões...

PEDRO PINA disse...

Mikas: crescer...é mt complikado! preferia ter fikado agarrado ao patinho!