31/07/2009

PETER E AS EXPRESSÕES DA LUA



Olho a lua. Era criança. Há janela do meu quarto olho a lua. Uma luz branca enorme. Um circulo pintado de luz, colado no meio duma imensidão escura à minha frente. À noite, deito-me na relva do jardim. Olho a lua. Não vejo uma luz nítida. Vejo caras. São feições e expressões que me olham. Eu não olho a lua. A lua olha para mim. Todas as noites, uma cara diferente habita esse espelho de luz circular. Todas as noites um rosto, uma feição, uma expressão. Não reconheço esses rostos, mas parecem querer dizer-me algo. Vejo-lhe as rugas no rosto, como se fosse o meu próprio espelho. Uma noite, sento-me no telhado de casa. Sinto o calor das telhas nos meus pés. Essa lua enorme está mesmo aqui à minha frente. Todas as noites, olho esse espelho lunar de luz e parece querer dizer-me algo. Hoje, nesta outra cidade, nesta outra janela, vejo a mesma lua e ainda não entendo as suas expressões. Que me queres dizer, lua?

6 comentários:

Marilena' disse...

O que tu escreves fascina-me +.+

PEDRO PINA disse...

Marilena': ohhhhhhhhhh, tao krida! obrgd!........

Belita disse...

Terás de ser tu, só tu a descobrir e aposto que a resposta está dentro de ti procura-a!

Princesa Bé disse...

se falares baixinho, vais ouvir...

PEDRO PINA disse...

Belita: tenho-a olhado, tenho-a visto a encher...mas talvez ainda não tenha olhado o suficiente para dentro de mim...

PEDRO PINA disse...

Princesa Bé: bonito o k disseste!...
shiuuu, vou tentar faze-lo...!