12/03/2010

PETER E O COPO DE ÁGUA


O mundo embebeda-me a todo o momento. Sou copo sedento de beber o que mais preciso e me faz falta. No entanto, por vezes a água do copo que me dás, parece-me tão turva, que me recuso bebe-la. Outras vezes parto o copo com a revolta de me teres oferecido algo tão intragável. Mas seria realmente essa água dessa cor ou são os meus olhos que embaciados pela dúvida e pelo medo, “daltonicamente” confundem essa cor, lendo-a escura e negativa? Eu posso não escolher a cor da tua água. Mas posso escolher-lhe o sabor. A água não é minha, mas a língua é. O prazer ou o nojo são escolhidos por mim, pelo ápice da minha língua. Eu escolho a sensação que essa água me provoca, seja ela turva ou incolor.

4 comentários:

Hyndra disse...

Sim e cabe-nos a nós saber o que queremos "beber"! :-D

Brancamar disse...

Sim Pedro, muito filosófico, como sempre, realmente são os nossos olhos e o nosso sabôr que podem dar côr às coisas e não o contrário...

Deixo-o com o desejo de que tenha sempre bons sabores...

Um abraço
Branca

PEDRO PINA disse...

Hyndra: nós escolhemos de facto do sabor que tudo nos provoca! a escolha é sempre nossa! :)

PEDRO PINA disse...

Brancamar : Obrgd sempre plas suas tao doces visitas! k os nossos olhos comecem sempre a escolher ver a luz dos copos na certeza da beleza da água!